Esta é a entrevista que os programadores da SVC Softwarehouse fizeram comigo em Outubro de 2011, no ano que me premiaram como melhor programador.

1 - Como foi o seu primeiro contacto com um computador?

Para falar a verdade, o meu primeiro contato e paixão pelo computador foi virtual, assistindo o filme War Games(Jogos de Guerra)em 1983  com Mattew Broderick no papel do adolescente que invade os computadores do Pentágono e quase deflagra a terceira guerra mundial. Quem se lembra? De lá pra cá, procuro não perder nenhum filme de ficção científica onde o uso da informática esteja presente. Filmes como Dossiê Pelicano, com Sandra Bullock até o mais espetacular que já assisti com efeitos especiais magníficos da Industrial Light & Magic (Lucasfilm ltd) – Iron Man(O Homem de Ferro) com aquelas sequências de computadores exibindo informações. É lógico que tem o Adobe After Effects por detrás dos efeitos, iconificando o personagem principal, mas isso já é outra estória. Um ano antes, em 1982 li em revistas de eletrônica após concluir um curso de eletrônica, sobre o CP-500 da Prológica, um computador brasileiro e achei tremendo, mas não foi ainda dessa vez. Depois de me formar em Letras (Português/Inglês) passei a traduzir material técnico da Eletrobrás e outras empresas. Só em 1996, comprei meu primeiro computador Pentium da Itautec, após terminar um curso de DOS, Windows 95 e Montagem de Computadores.

2- Por que o Access, ou melhor por que uma paixão com o Access? É a sua ferramenta de desenvolvimento favorita? Por quê?

Na verdade, meus primeiros contatos com o lado software da informática foi estudando Pagemaker  5.0 e Corel Draw 4.0. Queria ganhar dinheiro fazendo cartões, calendários, folders e convites de casamento. Cheguei a faturar por algum tempo usando a minha câmera digital da Casio para esse fim. Depois estudei, Windows, Word e Excel e Internet. Mas o Access só veio por força da necessidade de otimizar todo o serviço administrativo que eu fazia na empresa, queria ser um diferencial, sair da mesmice e da mediocridade sob os olhares preconceituosos de alguns e fazer a diferença. Cheguei a uma banca de jornal e comprei uma pequena revista sobre banco de dados em Access. Primeiro fascínio – as MsgBox, “Hello World” (rsrsrs). Daí em diante, não parei de comprar revistas sobre o Access e Access VBA. De um engenheiro frustrado que não conseguiu se formar em 1982, por falta de grana e de um bom emprego, vi na programação uma forma de me sobressair e me valorizar no mercado. Tive uma queda também pela linguagem C e Java. Desenvolvi alguns aplicativos em C que estão no blog www.esnips.com/web/eduardovmachado2007sStuff e aqui neste site os melhores. Mas o Access acabou me dominando, pois é mais atrativo. Gosto de trabalhar com POO e a Orientada a Eventos, mas esta última é a que mais aplico e encontro retorno.

3- Que outras funções tiraria ou acrescentaria ao Access? Se tivesse que mudar algo, o que seria?

Eu acho que tirar algo de uma ferramenta que foi criada mas propriamente para armazenar dados não seria de bom praxe, mas acrescentar algo, isso sim seria de bom alvitre. Por exemplo, sinto falta de controles na barra de ferramentas para o desenvolvimento de jogos; criação de personagens animados; animação com efeitos visuais como os que existem na linguagem Java, as Applets, etc. No VB até que é possível fazer alguma coisa, mas no Access é mais limitado.

4 -  Conselhos aos jovens programadores.

Estudem lógica de programação, vai ajudá-los a organizar o pensamento, ordená-los. Programar é tomar decisões o tempo todo, decidir pelo sim ou pelo não e suas conseqüências; crie fluxogramas para auxiliar no raciocínio. Estude raciocínio lógico, tipos primitivos de dados que ajudam a definir que tipo função funcionará melhor com os dados de cada campo no ambiente de código. Isso se chama Modelagem de Dados. Analise, compare, crie seu próprio código, evite a prática do copiar e colar. Houve um tempo que eu só copiava e colava até dar um basta de uma vez por todas nisso e passar a criar meus próprios códigos com base na observação. Isto não quer dizer que é para não repetir linhas de código, mas tirar uma idéia ali e outra acolá e criar a sua própria.




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